Resumen:
Responde à crítica do vespertino "O Globo", que vê a emenda parlamentarista como oportunismo e impatriotismo. Questiona a acusação de impatriotismo, argumentando que, se a reforma não visa suprimir as liberdades públicas, instaurar irresponsabilidade ou incapacidade, então não pode ser considerada impatriótica. Ele lembra que o parlamentarismo foi defendido por grandes figuras da história republicana, como Silveira Martins, Sílvio Romero e Ruy Barbosa, que o viam como a solução para conciliar a República com a Democracia e combater a instabilidade e irresponsabilidade do sistema presidencialista. Para Pilla, seria impatriota persistir no regime presidencialista, que ele considera responsável pela degradação política do país. Em seguida, ele aborda a acusação de que a reforma seria apenas um truque eleitoral. Refuta essa ideia, explicando que o movimento parlamentarista tem se fortalecido desde a Assembleia Constituinte de 1946, recebendo apoio crescente de deputados, independentemente da disputa presidencial. Ele destaca que, ao fim da legislatura de 1952, cento e oitenta deputados já apoiavam a reforma. Sugere que, se a reforma fosse meramente uma manobra eleitoral, seria impensável que uma maioria tão ampla estivesse em seu favor. Para ele, o verdadeiro patriotismo seria a adoção de uma reforma que visa a regeneração dos costumes políticos e a estabilidade do país.