Abstract:
Analisa a natureza do sistema presidencialista, especialmente na América Latina, destacando suas tendências autoritárias e sua ligação com a ditadura pessoal. Argumenta que o presidencialismo em muitos países latino-americanos, assim como o modelo anglo-saxão dos Estados Unidos, é mais caracterizado por um governo forte e pessoal, do que por princípios democráticos. No caso norte-americano, o presidencialismo surgiu como uma resposta à fragilidade das colônias, necessitando de um governo central forte para manter a união. Inicialmente, esse sistema foi uma reação à excessiva liberdade dos Estados confederados, mas com o tempo, o modelo evoluiu, passando a ser mais adaptado às necessidades da sociedade. Mesmo com a formação democrática do povo norte-americano, o poder presidencial voltou a ganhar força com figuras como Franklin Delano Roosevelt e Harry Truman, que ampliaram os poderes do presidente, muitas vezes agindo sem base legal, como no caso de Truman ocupar indústrias privadas. A tendência do presidencialismo, portanto, parece caminhar para a ditadura pessoal, o que é um ponto de preocupação, até mesmo nos Estados Unidos, onde a Justiça tem sido chamada para intervir em ações presidenciais mais extremas.