Resumen:
Argumenta contra a alegação de que o sistema presidencialista é amplamente apoiado pelo povo brasileiro. Ele critica a ideia de que o povo teria escolhido o presidencialismo, destacando que o sistema foi imposto após o golpe republicano de 1889, sem uma manifestação popular clara. O governo provisório, após o golpe, redigiu uma Constituição e convocou uma Assembleia Constituinte para aprová-la, sem, contudo, garantir uma participação verdadeira e democrática do povo. Enfatiza que, embora houvesse representantes que defendiam o parlamentarismo, o processo eleitoral da época foi altamente manipulado, com as listas eleitorais sendo controladas de forma arbitrária pelas autoridades locais. Os governadores, nomeados pelo governo provisório, também influenciavam a formação dessas listas, tornando o processo ainda mais viciado. O regulamento eleitoral e as medidas tomadas pelo governo provisório criaram uma "máquina eleitoral" que favorecia o sistema presidencialista. Ainda menciona que a primeira Assembleia Constituinte Republicana foi eleita para aprovar o que o governo provisório já havia decidido, e que poucas vozes parlamentares a favor do parlamentarismo tiveram espaço. A liberdade de imprensa foi cerceada, e um dos jornais que se opôs ao governo foi fechado. Para Pilla, esse contexto de repressão e manipulação é a verdadeira origem do presidencialismo no Brasil, que nunca teve uma escolha popular efetiva.