Abstract:
Questiona a viabilidade de um governo de salvação ou de concentração nacional dentro do sistema presidencialista vigente. Reconhece a gravidade da situação do país e a necessidade de unir esforços patrióticos, mas afirma que o modelo presidencialista impede a criação de um verdadeiro governo de concentração nacional. O presidencialismo, segundo Pilla, é um regime de poder pessoal, no qual o presidente toma as decisões e os ministros são subordinados. Esse modelo não permite a formação de um governo com corresponsabilidade entre os membros, algo essencial para um governo de concentração nacional. Para que isso acontecesse, o presidente teria que abdicar do poder absoluto que lhe é atribuído e passar a governar de forma colaborativa, delegando responsabilidades aos ministros e agindo em consonância com o Congresso. No entanto, Pilla vê essa mudança como praticamente impossível, considerando as circunstâncias políticas e o caráter centralizado do sistema presidencialista. Portanto, ele conclui que, em um regime presidencialista, qualquer tentativa de formar um governo de concentração nacional seria, na prática, um governo de adesão geral, onde os participantes aderem ao programa do presidente, em vez de uma ação conjunta e compartilhada.