Resumen:
Analisa a questão da colaboração da oposição com o governo, destacando a ideia de que a preservação do regime democrático é a principal razão apresentada para essa colaboração. Alguns jornais defendem que a oposição, para garantir a sobrevivência do regime, deve se submeter às ações do governo, sem contradição. No entanto, questiona essa posição, argumentando que, embora o governo tenha amplos meios de ação, a falta de contradição e de oposição seria prejudicial à democracia. Ele critica a recusa de figuras como Otávio Mangabeira e Odilon Braga em participar de um governo sugerido por Osvaldo Aranha, considerando essa decisão precipitada, mas reconhecendo que o perigo que os jornais apontam não é fantasioso. A experiência passada, segundo Pilla, demonstra que as ameaças à democracia são reais. Contudo, ele argumenta que a oposição não deve abdicar de seu papel constitucional em nome de um suposto "salvamento" do regime, pois isso implicaria na perda de sua essência democrática. Em vez de colaborar, a oposição deve continuar a vigiar e combater os riscos à democracia, alertando a nação e suas forças tutelares sobre os perigos que as instituições democráticas enfrentam. Defende que a missão da oposição não é a submissão, mas sim o combate contínuo às ameaças à liberdade e ao regime democrático.