Resumo:
Discute a necessidade de um governo de concentração nacional para enfrentar a grave situação política do país. Ele rejeita a ideia de entregar os partidos nacionais à discrição do presidente da República, pois isso subverteria o regime democrático. A solução proposta por Pilla é a nomeação de uma figura política confiável, capaz de inspirar o Congresso Nacional, para organizar e chefiar um ministério que represente as principais forças políticas do país. O novo governo precisaria ter amplo apoio parlamentar e trabalhar com um programa definido para resolver os problemas mais urgentes da nação. Considera que essa forma de governo, um tipo de "governo de gabinete", não seria parlamentarismo, mas uma modalidade intermediária. Os ministros dependeriam da confiança do Congresso, mas ainda não poderiam apelar diretamente à Nação. Argumenta que a constituição não impede que o presidente da República escolha ministros que tenham apoio parlamentar, sugerindo que, embora a fórmula seja inusitada, seria uma maneira constitucional e democrática de formar um governo de salvação nacional. Conclui que, apesar da complexidade do problema, não existe outra solução mais justa e adequada para lidar com a crise política, garantindo, ao mesmo tempo, a preservação do regime democrático.