Abstract:
Aborda a doutrina defendida por Odilon Braga sobre a preeminência do Congresso no regime democrático, um ponto essencial na defesa do sistema parlamentar. Para Braga, a democracia é o governo do povo por meio de seus representantes, e o Parlamento, como órgão da democracia representativa, deve ter um papel preeminente, expressando a vontade nacional. No sistema parlamentar, o poder legislativo governa por meio do gabinete de ministros, que são responsáveis diante dele, garantindo que o Parlamento se mantenha no centro da ação política. Pilla observa que, mesmo no sistema presidencialista, o poder legislativo deve ter preeminência para garantir a democraticidade do regime, e a subordinação do Congresso seria uma contradição. Ele menciona que, na prática, a preeminência do Congresso depende das circunstâncias, como a força do presidente, que pode enfraquecer o poder legislativo, especialmente se o presidente for autoritário. A intervenção crescente do Poder Executivo na vida econômica e social do país também contribui para a diminuição do papel do Congresso, fazendo com que o presidencialismo, na prática, se aproxime de um governo centralizado. Destaca que, embora na teoria exista a ficção da equipotência dos poderes, é no sistema parlamentar que a preeminência do Legislativo é realmente garantida. Ele conclui saudando as declarações de Braga como um avanço para a defesa do parlamentarismo.