Abstract:
Argumenta que a Emenda Parlamentarista não tem o objetivo de manter Getúlio Vargas no poder após o término de seu mandato, apesar das acusações em contrário. Mesmo que houvesse dúvidas sobre essa questão, ele destaca um problema mais grave: as perturbações e riscos gerados pela eleição direta do presidente da República dentro do atual sistema político. Lembra que, no Brasil, quase todas as campanhas presidenciais ameaçaram a paz interna e colocaram em risco as instituições democráticas. Ele cita como exemplo a eleição de 1937, que, embora ocorresse normalmente, acabou servindo de pretexto para Vargas instaurar a ditadura do Estado Novo. Critica aqueles que dizem temer o parlamentarismo, mas não demonstram o mesmo receio diante da possibilidade de uma nova crise política em meio à disputa presidencial. Ele sugere que esses argumentos contra a reforma não são sinceros, pois o verdadeiro perigo está na manutenção do atual sistema, que favorece o autoritarismo e a instabilidade. Por fim, ele reforça que, se o parlamentarismo trouxer algum problema no futuro, ainda haverá tempo para corrigi-lo durante as múltiplas votações no Congresso. Diante do risco de uma sucessão presidencial marcada por corrupção, repressão e agitação popular, considera um erro desperdiçar a oportunidade de reformar o sistema.