Resumen:
Rebate as críticas do Sr. Manuel Duarte ao parlamentarismo, destacando que sua posição está alinhada à tradição autoritária de Júlio de Castilhos, que impôs uma ditadura no Rio Grande do Sul por mais de 30 anos. Aponta que Duarte não analisa os mecanismos do sistema parlamentarista, baseando sua oposição apenas na autoridade de escritores presidencialistas. Ele questiona a relevância de autores citados pelo crítico, como Aureliano Leal, que escreveu em um contexto onde a República ainda era nova, e Assis Brasil, cujo pensamento político evoluiu ao longo do tempo. Assis Brasil, embora inicialmente contra o parlamentarismo, propôs mudanças na Constituição de 1891 que se aproximavam desse modelo, incluindo a eleição do presidente pelo Congresso, a formação de um Gabinete Ministerial e a responsabilidade dos ministros perante o Legislativo. Outro exemplo citado é Borges de Medeiros, que, após 1932, publicou "O Poder Moderador", obra na qual condena o presidencialismo brasileiro. Pilla também menciona Oliveira Viana, que justificava o Estado Novo, demonstrando coerência com seu desprezo pelos parlamentos e pela democracia. Por fim, sugere que muitos defensores do presidencialismo compartilham uma aversão fundamental à democracia, enquanto o parlamentarismo busca aperfeiçoá-la, corrigindo os problemas do regime presidencialista no Brasil.