Abstract:
Argumenta contra a ideia de que a população do Distrito Federal, especialmente os cariocas, seria incapaz de exercer seus deveres cívicos. Ele rejeita a noção de que o carioca seria inferior em termos de participação cívica em comparação com outras regiões do Brasil, sugerindo que todos os brasileiros enfrentam falhas semelhantes. Destaca que o Rio de Janeiro, historicamente, foi um centro decisivo de atividade cívica e eventos importantes, como o Fico e o Sete de Abril, demonstram uma forte consciência patriótica. Além disso, o movimento civilista e outras reações vivas também ocorreram no Rio, mostrando que a cidade não está desprovida de capacidade cívica. Ele menciona um inquérito realizado nas duas cidades mais importantes do Brasil, que mostrou que a população carioca tinha uma consciência cívica mais esclarecida, especialmente ao preferir Eduardo Gomes, figura considerada impoluta e associada à redemocratização. Contesta a visão negativa sobre os cariocas e sugere que, apesar das influências negativas que podem existir na cidade, ela ainda possui um bom potencial cívico, que precisa ser educado e estimulado adequadamente. Ele conclui que a transferência da capital para o planalto central não resolve o problema, mas sim uma melhor formação cívica para a população.