Resumen:
Analisa o governo de Getúlio Vargas durante sua terceira candidatura à presidência, destacando as promessas eleitorais feitas e as falhas na administração. Vargas, que criticou o governo de Eurico Dutra e se apresentou como a solução para os problemas do Brasil, não conseguiu cumprir as promessas que fizera ao eleitorado. Sugere que, ao fazer promessas mirabolantes, Vargas talvez tenha acreditado nelas, mas a realidade mostrou o contrário: a economia e o custo de vida não melhoraram e, ao invés disso, se agravaram. Questiona a postura de Vargas, que ao não conseguir realizar as mudanças prometidas, procurou responsabilizar outros atores, como seus ministros e a oposição. Argumenta que, embora o presidente tenha tentado transferir a culpa, a responsabilidade pelo fracasso era inteiramente sua, já que ele escolheu livremente seus ministros. A incapacidade de Vargas em administrar corretamente e em escolher bons auxiliares é central na crítica de Pilla, que aponta que, se o governo falhou, a responsabilidade deve ser atribuída diretamente ao presidente. Além disso, critica a forma como Vargas, embora tenha adotado uma ditadura de fato, buscou ocultar essa realidade com discursos e promessas vazias. Conclui que, diante da falência política e administrativa de Vargas, ele procurou uma "concordata" para se livrar das responsabilidades, algo que não condiz com a função de um presidente.