Resumen:
Analisa a influência dos sindicatos operários na política, tomando como exemplo as eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ele destaca a tentativa dos sindicatos de exercerem uma influência partidária, apoiando a candidatura de Stevenson. No entanto, essa interferência foi rejeitada pela maioria dos trabalhadores, que, ao votar, o fizeram como cidadãos e não como membros de uma classe específica. A derrota de Stevenson e a vitória de Eisenhower demonstraram que os trabalhadores, em sua grande maioria, não se deixaram manipular pelos interesses partidários de seus sindicatos. Vê nisso uma lição importante, ressaltando que os trabalhadores norte-americanos votaram com base nos interesses gerais da nação e não nos benefícios de sua categoria. Reflete sobre a tentativa de implantar essa mesma lógica nos sindicatos brasileiros, onde há uma tentativa de cooptar os trabalhadores para fins políticos, utilizando o sindicato como uma ferramenta de poder. Critica essa prática, sugerindo que, ao invés de agirem de acordo com interesses próprios, os trabalhadores deveriam pensar no bem comum, como fizeram os operários americanos, que, mesmo contrariando seus sindicatos, tomaram decisões políticas de forma consciente e responsável. Adverte os trabalhadores brasileiros a não permitirem que os sindicatos se tornem instrumentos políticos, evitando que sua liberdade de escolha seja comprometida.