Resumen:
Analisa a proposta do deputado Armando Falcão de emendar a Constituição, sugerindo duas mudanças: uma, para estabelecer a coincidência dos mandatos do Poder Executivo e Legislativo, e outra, para submeter a nomeação de ministros à aprovação do Senado. Embora Pilla não considere essas emendas como perigosas ou inúteis, ele as classifica como superficiais, uma vez que não resolvem os problemas estruturais que identificam. Para ele, essas propostas não atacam as questões profundas que geram distorções no sistema político. Argumenta que, apesar de emendar a Constituição para permitir a coincidência de mandatos ser um paliativo, ela não resolveria o problema da interferência do Executivo nas eleições do Legislativo. Mesmo com mandatos coincidentes, o presidente ou governador continuariam a ter poder para influir nas eleições, uma vez que a máquina administrativa permanece sob seu controle até o último dia do mandato. Ele critica a ideia de que isso poderia impedir a manipulação das eleições, já que o processo eleitoral no Brasil é preparado com antecedência, e as campanhas são influenciadas pelo poder do incumbente. Além disso, observa que a aprovação do Senado para a nomeação dos ministros seria igualmente ineficaz, pois a prática no Brasil já demonstra que a aprovação do Senado não impede a ação do Executivo. Ele conclui que outras soluções mais profundas são necessárias para os problemas do sistema político, e não apenas mudanças superficiais.