Abstract:
Comenta a decisão do deputado Armando Falcão de desistir das emendas constitucionais propostas, as quais, em sua opinião, não causariam mudanças significativas na vida política brasileira, mesmo que fossem aprovadas. Concorda com a desistência, argumentando que o esforço do deputado seria melhor empregado em outras questões. No entanto, Pilla sugere uma emenda mais relevante, que havia sido proposta anteriormente pelo deputado Mário Brant, mas abandonada devido à indiferença dos líderes políticos. Essa emenda visava restaurar uma exigência da Constituição de 1891: a eleição do presidente da República por maioria absoluta de votos, em vez da maioria relativa que prevalece atualmente. Lamenta que a proposta de Brant tenha sido ignorada, pois, como resultado, o presidente da República foi eleito por uma minoria, sem representar verdadeiramente a vontade da Nação. Ele observa que o presidente eleito precisou se apoiar em uma maioria parlamentar hostil, usando seu poder pessoal para conseguir apoio. Também alerta que, se a reforma política em curso na Câmara não for concluída, uma minoria ativa poderá novamente impor seu governo ao País, o que ele considera problemático. Por fim, Pilla menciona seu receio de ser acusado de favorecer Getúlio Vargas ao propor outra mudança constitucional, reconhecendo que, devido a isso, prefere não se arriscar a iniciar essa discussão.