Resumen:
Discute a questão da multiplicidade partidária, refutando a ideia de que a existência de muitos partidos é prejudicial à democracia. Ele destaca o exemplo dos Estados Unidos e da Inglaterra, onde a formação de novos partidos não é limitada, refletindo a liberdade política essencial à democracia. Argumenta que, embora esses países tenham um número menor de partidos, isso não significa que haja restrições legais para sua formação, ao contrário do que sugerem críticos. Enfatiza que a verdadeira liberdade política está em permitir que os cidadãos se associem conforme sua vontade para influenciar o processo político. Cita uma correspondência de Washington, que revela a existência de mais de oito partidos políticos nos Estados Unidos, além dos tradicionais Republicano e Democrata, incluindo partidos como o Socialista e o Proibicionista. Esses pequenos partidos, embora muitos não tenham grande futuro, são considerados importantes como germes de novas ideias políticas. Conclui que, ao contrário do que muitos pensam, a multiplicidade de partidos não é uma ameaça à democracia, mas sim um reflexo da liberdade e da diversidade política, que são fundamentais para um sistema democrático saudável. Portanto, defende que não se deve restringir a formação de novos partidos, pois isso seria um atentado contra os princípios da democracia.