Abstract:
Aborda a rejeição, pelo Senado, de um projeto que visava conceder autonomia ao Distrito Federal. Ele reconhece a legitimidade da decisão, pois emanou de uma autoridade consagrada pela Constituição, apesar da quase unanimidade da Câmara dos Deputados em favor da autonomia. Argumenta que os senadores que se opuseram à reforma democrática, que buscava dar aos cidadãos do Rio de Janeiro os mesmos direitos eleitorais dos brasileiros em outros estados, têm o dever de ser coerentes com a sua posição. Critica a postura que nega aos cariocas o direito de eleger seu prefeito e vereadores, sugerindo que, caso os moradores da cidade se mostrem ineptos para essas escolhas, seria mais coerente privá-los também do direito de eleger deputados, senadores e o presidente da República. Ele destaca que os interesses de uma nação são mais amplos e complexos do que os de uma cidade, e que se os cidadãos cariocas são considerados incapazes de escolher seus representantes locais, deveriam ser privados de todos os direitos eleitorais. Pilla, finalmente, lamenta a falta de coerência por parte dos senadores e sugere que a decisão de rejeitar a autonomia do Distrito Federal reflete a falta de virtude na política do país.