Resumen:
Comenta sobre a crise política na França após a queda do gabinete Pinay, que perdeu o apoio do Movimento Republicano Popular (MRP), o principal partido da coligação. Em vez de buscar apoio dentro deste partido, o presidente Auriol recorreu aos degaulistas, nomeando Soustelle para organizar o novo governo. Critica a postura de Charles de Gaulle, que é visto como uma força negativa para a democracia, já que ele buscava um cenário favorável para implementar suas ideias autoritárias. Ao nomear Soustelle, Auriol desafiou os adversários da democracia parlamentar, forçando-os a assumir a responsabilidade pelo governo. Depois, o presidente recorreu ao MRP, convidando Bidault para organizar um novo gabinete, pois, segundo Pilla, quem derruba um governo deve assumir a responsabilidade por substituí-lo. No entanto, Bidault recusou o convite, demonstrando a fraqueza do MRP. A crise continua, e o presidente pode buscar outras soluções, como dissolver a Câmara, embora a Constituição dificulte essa medida. Pilla sugere que, caso o governo não consiga se resolver, a dissolução da Câmara pode ser a melhor solução, permitindo que o povo se manifeste e eleja uma nova composição política. Destaca a responsabilidade de governar e fazer oposição no sistema parlamentar, além da ineficácia dos partidos em assumir a responsabilidade pelo governo.