Resumen:
Faz uma reflexão sobre a mudança do regime monárquico para o republicano no Brasil, destacando a continuidade de um vício que os republicanos atribuíram à Monarquia: o poder pessoal do Imperador. Embora a centralização do poder e o autoritarismo monárquico tenham sido criticados pelos defensores da República, Pilla argumenta que o regime republicano também deu origem a um governo pessoal, agora exercido pelos presidentes da República. Ele enfatiza que, embora os republicanos tenham lutado contra o poder pessoal do Imperador, acabaram criando um governo igualmente centralizado e arbitrário, dominado por chefes de partido e sem responsabilidade. Cita o testemunho de Ruy Barbosa, que, em 1914, lamentava a transição de um governo monárquico centralizado para um presidencialismo igualmente concentrador de poder. O discurso de Barbosa denuncia o caráter absoluto do governo republicano, que ele vê como uma negação das ideias de liberdade e responsabilidade que os republicanos pregavam. Conclui que a crítica fervorosa à Monarquia, que em sua época causava revolta, não parece mais ter o mesmo efeito no governo republicano, cujo autoritarismo persiste. Ele critica a insensibilidade do regime republicano e alega que o Brasil está sendo levado à destruição devido a essa falta de crítica ao excesso de poder no presidencialismo.