Resumen:
Aborda a crítica a uma fórmula antiga usada por governantes para manter o controle sobre a população: oferecer "pão e circo". Essa tática, originária do Império Romano, consistia em proporcionar ao povo o básico (pão) e o supérfluo (festas e distrações) para distraí-los e evitar que se preocupassem com questões mais profundas, como a liberdade. Compara essa fórmula ao contexto do Brasil, afirmando que, embora existam muitas festas e distrações, o "pão" – a verdadeira base para a estabilidade e o bem-estar da população – está em falta. Ele destaca que, enquanto o Império Romano podia conquistar trigo das regiões dominadas, o Brasil, sem tais conquistas externas, precisa produzir ou comprar seus recursos, o que se torna um problema diante de uma política que desincentiva a produção interna e encarece os produtos. Aponta que, por volta do início do século XX, surgiu a ideia de que a prosperidade no Brasil viria da diminuição da produção, algo que contradiz a necessidade de abastecer a população com recursos essenciais. Sem os elementos fundamentais dessa fórmula, o "pão", a tática de "pão e circo" se torna cada vez mais difícil de ser bem-sucedida, ameaçando a eficácia dessa estratégia no cenário atual.