Resumo:
Critica a prática comum entre os governantes de se apropriar das obras públicas, usando-as como meios para promover a própria imagem. Ele descreve a publicação de uma fotografia em um grande jornal, que mostra a construção de uma estrada de rodagem, cujo nome homenageia o governador em exercício. A fotografia, que ocupa uma parte considerável da página, não visa informar o público, mas sim promover a obra como um feito pessoal do governante. Destaca o despudor com que os líderes antecipam a consagração pública, nomeando obras com seus próprios nomes ou colocando placas comemorativas, em vez de pensar no benefício real para a população. Além disso, ele critica o fato de que as obras públicas, muitas vezes, não atendem a necessidades essenciais, como serviços básicos para a cidade, mas são feitas com o objetivo de engrandecer a imagem dos políticos no poder. Aponta que essa atitude é alimentada pela vaidade e pela ambição, em detrimento do bem comum. Ele lamenta que, em um país com memória fraca, os governantes busquem sua própria imortalização, ao invés de se dedicarem genuinamente ao serviço público. Reflete sobre a superficialidade da vida pública, corroída pela propaganda e pela demagogia, que substitui o verdadeiro propósito do governo.