Abstract:
Aborda a campanha pela formação de uma elite no Brasil e questiona sua verdadeira eficácia. Ele expressa ceticismo quanto à ideia de criar uma elite ou escol sob medida, considerando que a formação de técnicos especializados não é o suficiente para constituir um grupo dirigente. Para Pilla, uma elite verdadeira deve possuir não apenas um alto nível de instrução, mas também uma compreensão ampla e profunda das questões sociais e humanísticas que envolvem a coletividade. O conhecimento técnico, por si só, não pode ser a base de uma verdadeira elite dirigente. Enfatiza que, além do saber, a moralidade é essencial para a constituição de uma elite que possa realmente liderar a sociedade. Sem a formação ética, uma elite pode ser perversa e, em vez de contribuir para o progresso, tornar-se um agente de destruição social. Ele critica a ideia de que uma elite pode ser formada apenas através de diplomas ou especialização técnica, sem considerar o componente moral e o processo de seleção natural que ocorre dentro da sociedade. Também alerta que uma elite não pode ser forjada de maneira artificial; ela surge de um longo processo educacional e social. Finalmente, faz uma reflexão sobre como a ditadura contribuiu para a extinção das elites no Brasil, ao desconsiderar a verdadeira aptidão e valor moral no processo seletivo de líderes.