Resumen:
Discute a transformação da política externa em decorrência do totalitarismo, que alterou a relação entre a política interna e externa das nações. No passado, cada país mantinha sua política interna separada da externa, sem grandes interferências externas, o que representava a "idade de ouro" da civilização moderna. No entanto, com o surgimento de governos autoritários e opressores, que não possuem base sólida interna, surgiu a necessidade de buscar apoio no exterior. A política externa, então, passou a refletir mais os interesses internos, com alianças e acordos sendo feitos entre facções e partidos, não mais entre nações. Utiliza a visita do ditador argentino ao Chile e a possível aliança entre esses dois países como exemplo de como os interesses internos estão determinando as aproximações no campo internacional. Sugere que o Brasil pode se juntar a esse sistema, alinhando-se a esses regimes autoritários. Ele compara esse movimento à antiga Santa Aliança do caudilhismo latino-americano, uma tentativa de unir países com regimes semelhantes, refletindo o impacto da política interna na política externa e nas relações internacionais.