Abstract:
Reflete sobre a transição para o parlamentarismo no Brasil, abordando seu pensamento sobre a evolução das instituições políticas. Afirma que, ao contrário do que sugeriu seu amigo Aliomar, ele nunca foi contra a transição gradual para o parlamentarismo, pelo contrário, sempre procurou incentivá-la. Contudo, ele observa que, apesar de a atual Constituição ser mais próxima do parlamentarismo do que a Carta de 1824, a prática ainda está distante desse ideal. Critica a falta de evolução prática no Brasil, especialmente no que diz respeito à corresponsabilidade dos ministros, estabelecida constitucionalmente, mas que na realidade não se concretiza. Compara o cenário atual com o Império, onde, apesar das dificuldades, o Brasil avançou mais rapidamente para o sistema parlamentar do que a República tem avançado em direção à mudança. Ele destaca que, se houver sinais claros de evolução, ele não se oporia, mas acredita que seria absurdo preferir um processo lento e gradual quando é possível realizar mudanças de forma rápida e eficiente. Mesmo reconhecendo que, em algumas situações, a transição lenta é necessária, Pilla defende que, quando há a possibilidade de uma mudança mais ágil, ela deve ser adotada. Ele conclui que, embora a evolução não tenha ocorrido como esperado, ele ainda está disposto a viajar no "carro de bois" caso essa seja a única opção disponível.