Resumen:
Critica a posição de Austregésilo de Ataíde, jornalista e acadêmico, que atacou aqueles que, em sua visão, buscam salvar a República por meio de propostas parlamentares sem valor. Destaca que, apesar da crítica de Ataíde, alguns dos indivíduos criticados mereciam respeito pela coerência e fidelidade aos seus ideais. Ao se sentir vilipendiado, Pilla recorre às palavras de Ruy Barbosa, que criticava a corrupção e o absolutismo presentes em regimes políticos. Barbosa observa que, com a República, surgiram tendências de corrupção e, em seus escritos, expôs o presidencialismo como um regime de irresponsabilidade, onde a imprensa tem um papel crucial na resistência aos abusos de poder. Para Barbosa, a imprensa deve combater o absolutismo e as manobras dos governos, pois, sem ela, o poder se fortalece, escondendo suas falcatruas sob disfarces. Concorda com Barbosa, embora a crítica tenha sido feita mais de trinta anos antes, e aponta que os fatos contemporâneos evidenciam a continuidade dessa problemática. Ele vê na crítica de Barbosa uma reflexão atual sobre a vulnerabilidade da imprensa e a manipulação das palavras escritas pelos governos para esconder suas ações corruptas. Reforça a relevância de questionar o papel da imprensa e a verdadeira natureza do governo e do poder político.