Resumen:
Critica a imprensa que, embora não combata abertamente a democracia, age de maneira a desmoralizá-la disfarçadamente. A ideia central é que, enquanto a liberdade de imprensa é fundamental, certos jornais prosperam mais facilmente em contextos de opacidade, onde os conflitos e a desinformação se favorecem. Observa que, em alguns veículos de comunicação, a culpa pela crise política e econômica é sempre atribuída ao Congresso e aos políticos, enquanto o Governo, considerado infalível, é isento de responsabilidade. Exemplificando com a atuação de um vespertino, o autor descreve como a crítica à Câmara é feroz, mas o Executivo é apresentado como competente, mesmo diante das dificuldades financeiras do país. Além disso, destaca que certos jornais oferecem espaço para discursos incoerentes e contraditórios, como o da "Ação Popular Brasileira", que se opõe aos partidos políticos e tenta influenciar a opinião pública contra o sistema democrático. O ponto mais crítico é que, ao publicar tais textos, a imprensa alimenta a desconfiança e enfraquece a confiança nas instituições representativas, em especial o Congresso. Conclui com um apelo aos congressistas, sugerindo que eles reflitam sobre o papel da mídia na preservação da democracia, alertando sobre os perigos de uma imprensa que, em sua complacência, contribui para o desprestígio das instituições e a instabilidade política.