Resumen:
Reflete sobre a evolução do sistema político brasileiro, comparando os tempos do Império com a República. Ele destaca que, sob a Carta Imperial, o monarca tinha o poder de nomear e demitir ministros livremente, similar ao poder do presidente na Constituição republicana. No entanto, os políticos que participaram da Independência não aceitavam essa centralização de poder e, ao longo do tempo, começaram a defender que os ministros, embora nomeados pelo Imperador, deveriam contar com a confiança do Parlamento. A resistência do monarca a essa ideia, exemplificada por D. Pedro I, resultou em sua abdicação do trono. Da mesma forma, o Regente Feijó tentou manter o poder absoluto, o que levou à sua queda. A maioridade de Pedro II marcou o início da transição para um sistema parlamentar, que foi ganhando força, apesar das resistências iniciais do Imperador. A transição aconteceu lentamente, mas de maneira firme, com Pedro II finalmente aceitando a integração ao sistema parlamentarista. Pilla também cita um episódio de 1883, em que um presidente do Conselho recorreu ao Imperador para a exoneração de um ministro da Guerra, e o Imperador já havia concedido aos presidentes do Conselho a autoridade para tomar tal decisão. Reflete sobre como, caso isso ocorresse no contexto de 1933, muitos constitucionalistas contestariam a liberalidade do Imperador, uma ironia do tempo que se passou.