Resumen:
Aborda a crise de confiança no governo e destaca a necessidade de restaurá-la para superar as dificuldades enfrentadas pelo país. Sugere que, para reconquistar a confiança pública, o governo deveria adotar uma política severa, convocando todos a fazer sacrifícios. No entanto, ele questiona qual confiança seria necessária, enfatizando que a confiança no governo só pode ser restabelecida de duas formas: substituindo o governo ou mudando radicalmente sua forma de governar. Critica a ideia de que a simples substituição dos ministros resolveria a crise, já que isso não alteraria a essência do governo, que continuaria a refletir as falhas do presidente. Ele também destaca que, embora o presidente da República seja inamovível durante seu mandato, o governo é composto por duas partes: uma fixa, que é o presidente, e outra variável, que são os ministros. A mudança de ministros, sem uma alteração substancial nas relações entre o presidente, seus ministros e o Congresso, não traria resultados eficazes. Propõe que, para restaurar a confiança, seja necessária uma modificação no sistema de governança, ajustando a interação entre o presidente, os ministros e o Congresso, dentro dos limites da Constituição. Sem mudanças profundas, qualquer tentativa de renovação será ineficaz.