Resumen:
Analisa a crise política na França após a queda do gabinete de Pinay, que perdeu o apoio do Movimento Republicano Popular (MRP). Em vez de buscar apoio no MRP para formar um novo governo, o presidente Auriol optou por convidar os gaullistas, representados por Soustelle. Pilla critica essa decisão, pois os gaullistas, especialmente De Gaulle, são vistos como uma força que busca minar a democracia francesa, defendendo um regime autoritário. Auriol, ao convidar os gaullistas para organizar o novo gabinete, estava não só confiando nas instituições, mas também testando a resistência dos adversários da democracia parlamentar, forçando-os a assumir responsabilidades. Apesar disso, Auriol então se volta para o MRP, convidando o líder Bidault a formar o novo governo. Pilla ressalta que quem derruba um governo deve assumir a responsabilidade de criar um novo, o que é uma característica fundamental do regime parlamentar. O MRP, no entanto, recusou o convite, revelando sua falta de compromisso com essa responsabilidade. Diante disso, o presidente Auriol está buscando uma nova solução. Caso falhe, ele pode recorrer à dissolução da Câmara, levando a uma nova eleição, o que Pilla vê como uma alternativa mais promissora do que continuar com um governo ineficaz.