Abstract:
Aborda a política de imigração adotada pelo Brasil desde a abolição do tráfico de escravos, que visava incorporar estrangeiros à sociedade brasileira. No período imperial, essa política foi um dos pilares do crescimento dos estados do Sul, e a República continuou a praticá-la, o que foi um dos fatores responsáveis pelo reconhecimento da nação. No entanto, a Revolução Liberal trouxe consigo uma contradição, e a Segunda República se revelou nativista e xenófoba, distorcendo a política inclusiva de imigração. Critica a exclusão e discriminação estabelecida, especialmente no caso de um projeto da Petrobras que diferencia os direitos de brasileiros natos e naturalizados. A proposta estabelece uma distinção inconstitucional entre esses dois grupos, e restringe os direitos dos brasileiros natos casados com estrangeiros. Vê essa atitude como incoerente, afirmando que, se o país quer discriminar tanto os naturalizados, seria mais honesto suprimir a naturalização. Ele também menciona um parecer do senador Ivo d'Aquino, que questiona as inconstitucionalidades do projeto da Petrobras. Finaliza destacando a importância do Senado em corrigir os erros da Câmara, que, em sua opinião, está tomada por um "furor nativista" que prejudica a convivência harmoniosa entre brasileiros natos e naturalizados.