Resumen:
Critica a ineficácia das concessões do sistema presidencialista em relação ao modelo parlamentarista, especialmente no que diz respeito à responsabilidade ministerial. Durante a discussão na Assembleia Constituinte, os parlamentaristas argumentaram que, mesmo que desejável, o comparecimento dos ministros ao Congresso no sistema presidencialista não mudava a natureza da irresponsabilidade ministerial. O ministro da Fazenda, Horácio Láfer, é citado como exemplo dessa ineficiência, ao utilizar uma estratégia tática de prolongar suas dissertações durante as convocações, com o intuito de cansar os deputados e desviar a atenção dos problemas reais do país. Descreve como a Câmara, exausta e sem respostas efetivas, acabou ouvindo o ministro, que afirmou, de maneira arrogante, que o país estava "progredindo e prosperando", uma declaração que o autor considera insultante e humilhante para uma nação em crise. Enfatiza que, em um regime parlamentarista, a resposta a tal arrogância seria mais direta e eficaz, como uma moção de desconfiança, algo impossível no contexto do presidencialismo. Utiliza esse exemplo para destacar a diferença entre os dois sistemas e reforçar sua crítica ao presidencialismo, que, na sua visão, permite que ministros permaneçam impunes e sem responsabilidades claras perante o Congresso.