Resumen:
Responde à crítica do jornalista Macedo Soares, que se opõe ao Partido Libertador e à sua influência na política brasileira. O articulista, irritado com o sucesso da ideia parlamentarista na Assembleia Constituinte de 1946, acusa o Partido Libertador de ser irrelevante, alegando que sua representação na Câmara dos Deputados é mínima e que seus membros dependem exclusivamente do prestígio pessoal. Macedo Soares sugere até que a Justiça Eleitoral deveria cancelar o registro do partido. Pilla, no entanto, reinterpreta essas acusações de forma positiva, argumentando que o Partido Libertador, embora pequeno, desempenha um papel vital na política nacional. Ele destaca que o partido sustenta um princípio importante, que, com o tempo e a constante doutrinação, acabou ganhando a adesão da representação nacional. Para Pilla, o sucesso do Partido Libertador vem justamente de sua capacidade de agir de forma mais eficaz que os grandes partidos, devido à ausência de conflitos internos que paralisam as organizações maiores. Defende que, enquanto os grandes partidos são apenas eletivos, o Partido Libertador e o Partido Socialista são verdadeiramente representativos. Por fim, sugere que o Partido Libertador atua como um "fermento" que tem o poder de transformar a política, algo que os grandes partidos não conseguem fazer devido às suas divisões internas. Assim, o pequeno partido exerce uma influência significativa, sem ser imune à crítica, mas mantendo sua relevância no cenário político.