Resumen:
Defende que os adversários do parlamentarismo não são verdadeiramente democratas e que os presidencialistas tendem ao autocratismo, apenas revestido com aparência democrática. Ele aponta que o principal argumento contra o parlamentarismo é sua suposta excessiva democracia, o que revela um receio da classe política quanto à participação popular. Gilberto Freyre é citado como exemplo desse pensamento, pois sua visão paternalista implicaria em uma menoridade cívica para o Brasil, o que justificaria um governo mais centralizador e personalista, como o de Getúlio Vargas. Outro exemplo é o deputado Brochado da Rocha, que admite sua simpatia pelo presidencialismo com inclinação à ditadura e se identifica com o castilhismo—um sistema que, segundo Pilla, é o presidencialismo em sua forma mais autoritária, sem disfarces. O castilhismo, consagrado na antiga Constituição estadual do Rio Grande do Sul, estabelecia um poder personalista, em que o chefe do governo detinha controle absoluto. Pilla destaca que os próprios castilhistas chamavam seu sistema de "presidencialismo puro", contrastando-o com o modelo norte-americano, que ainda admitia elementos da democracia representativa. Por fim, Pilla elogia a franqueza do deputado sul-rio-grandense, pois ele explicitou o que muitos presidencialistas pensam, mas não expressam abertamente.