Resumo:
Critica um editorial do "Jornal do Brasil", que se posiciona contra a reforma parlamentarista, especialmente no que diz respeito à escolha do presidente da República pelo Congresso, em vez de eleição direta pelo povo. O articulista do jornal argumenta que essa mudança retiraria uma importante prerrogativa democrática do eleitorado brasileiro, que considera essencial o direito de escolher diretamente o presidente. Pilla refuta essa visão, afirmando que a população não é tão "inepta" como os presidencialistas sugerem. Ele destaca que, embora o povo tenha a possibilidade de eleger o presidente, essa escolha não lhe dá real influência sobre o governo, pois os eleitos frequentemente escapam à sua influência, como é demonstrado pela experiência de mais de sessenta anos de democracia no Brasil. Também defende que o sistema parlamentarista, ao contrário do presidencialismo, permite uma maior conexão entre a vontade popular e o governo, uma vez que o presidente no sistema parlamentar é um "simples magistrado", sem as funções executivas atribuídas ao chefe de governo, que são atribuídas ao primeiro-ministro. Argumenta que o povo brasileiro, consciente da realidade política, preferiria trocar a formalidade de eleger diretamente o presidente pela capacidade substancial de influir no governo por meio de seus representantes. Ao longo do texto, ele reafirma que o sistema parlamentarista é mais sensível à opinião e à vontade do eleitorado.