Resumen:
Analisa a reforma parlamentarista em debate na Câmara dos Deputados, destacando a responsabilidade dos parlamentares na votação que pode definir os destinos do país. Para ele, a decisão não permite neutralidade: votar a favor da reforma implica assumir a tentativa de corrigir os erros do sistema presidencialista, enquanto votar contra ou se abster significa aceitar a situação atual, considerada ruinosa. Enfatiza que, ao rejeitar a reforma, os deputados assumem um peso ainda maior, pois mantêm um regime ineficiente e criticado por todos, mesmo por aqueles que tentam justificá-lo. Segundo Pilla, os parlamentaristas podem até errar ao propor mudanças, mas o fazem por um ideal de melhoria nacional. Já os presidencialistas, ao não negar os problemas do país e ainda assim impedir a reforma, incorrem em um erro ainda mais grave, por imobilismo e conformismo. Ele compara a situação à de um médico diante de um paciente em estado crítico: um erro seria tentar salvá-lo com uma cirurgia arriscada, enquanto o outro erro, ainda pior, seria nada fazer e deixá-lo morrer. Assim, a reforma parlamentarista surge como uma tentativa de revitalizar a política brasileira, e os que a rejeitam deverão arcar com as consequências de sua omissão.