Resumen:
Critica as máximas políticas de Gustavo Capanema, que, após apresentar um apólogo sobre a substituição do presidencialismo pelo parlamentarismo, enuncia uma série de máximas que, segundo Pilla, carecem de coerência. Capanema afirma que ambas as formas de governo, presidencialismo e parlamentarismo, são igualmente válidas e que a substituição de uma pela outra não alteraria o funcionamento do país. No entanto, ele contradiz-se ao afirmar que a substituição seria uma "grave aventura" e até mesmo um possível crime. Aponta que, se a mudança não altera o funcionamento do país, como Capanema sugere, não haveria risco na substituição. Também critica o fato de Capanema se contrapor à ideia de que o parlamentarismo é mais democrático do que o presidencialismo, argumentando que, para o Brasil, o parlamentarismo poderia ser uma escolha mais adequada, considerando o contexto histórico e político. Ele destaca que, ao tratar a questão como um "exercício acadêmico", Capanema ignora a relevância política da decisão, que envolve o bem-estar do país e a eficácia do governo. Conclui que, ao invés de se preocupar com a forma acadêmica do debate, é preciso considerar a democracia e a necessidade de um governo eficiente para o país, desafiando as visões simplistas e infundadas do discurso de Capanema.