Resumo:
Reflete sobre a crise ministerial na França e como ela é usada pelos defensores do presidencialismo para criticar o sistema parlamentar. Argumenta que, embora a instabilidade ministerial seja um defeito do sistema francês, ela é compensada pelas virtudes de um governo coletivo e responsável. A instabilidade, apesar de ser inconveniente para os governantes, não prejudica a nação, já que evita que os governantes fiquem instalados no poder sem responsabilidade. Destaca que a instabilidade é vista pelos franceses como um mal menor, preferível à irresponsabilidade, e que, mesmo com esses defeitos, o sistema parlamentar continua sendo adotado na França, pois ele permite uma democracia política eficiente. Ele também menciona a visão de figuras francesas ilustres, como o presidente Vicente Auriol, que, apesar das falhas do sistema de 1875, acredita que a democracia resultante dessa constituição foi importante para a França. Conclui que a experiência francesa, ao invés de condenar o sistema parlamentar, serve para defendê-lo, mostrando que suas virtudes e sua capacidade de garantir responsabilidade política superam os defeitos como a instabilidade ministerial. Assim, o autor reforça a ideia de que a instabilidade, embora um defeito, não compromete o funcionamento democrático e é preferível ao autoritarismo de outros sistemas.