Abstract:
Faz uma análise crítica sobre a recente votação na Câmara dos Deputados, que aprovou a reforma parlamentarista com 117 votos a favor contra 99 votos contrários. Destaca que, embora a reforma tenha vencido, o presidencialismo não foi completamente sepultado devido a questões legais, mantendo uma situação de instabilidade. Aponta que o presidencialismo, considerado um "cadáver", tem corrompido o país há mais de sessenta anos, disseminando problemas como a corrupção. Ele menciona que a crise da sucessão presidencial está se aproximando, gerando tensões e disputas entre aqueles que almejam o poder, o que pode resultar em uma nova intervenção das Forças Armadas, como aconteceu em crises passadas no Brasil e em outras repúblicas latino-americanas. Ressalta que as intervenções militares no Brasil sempre ocorreram não para colocar um militar no poder, mas para restabelecer a ordem, dada a desordem do sistema presidencialista. Sugere que, ao ser chamada novamente para intervir, as Forças Armadas poderiam, finalmente, sepultar o sistema presidencialista, que ele vê como um obstáculo à verdadeira ordem política no país. Conclui que, ao contrário dos militares ambiciosos, as Forças Armadas não têm interesse em perpetuar a desordem e poderiam ser a chave para a mudança definitiva do sistema político no Brasil.