Abstract:
Reflete sobre as limitações da imprensa brasileira e as dificuldades de um debate público produtivo, onde a maioria dos jornalistas parece ignorar o que é discutido por outros, repetindo erros já demonstrados. Ele critica a falta de uma comunicação eficiente, o que leva à insensibilidade de alguns jornalistas diante da verdade. A discussão gira em torno de uma objeção do jornal "Correio da Manhã" à implantação do parlamentarismo no Brasil. O artigo aponta três razões principais: a inexistência de uma opinião pública atuante, a dificuldade de formação de partidos representativos e a ausência de uma disciplina política forte o suficiente para evitar o predomínio de facções e ambições pessoais. Rebate cada uma dessas objeções. Ele argumenta que a falta de uma opinião pública eficaz se deve à ausência de um sistema político adequado, como o parlamentarismo, que permitiria à sociedade se organizar e reagir de maneira eficiente. Também destaca que a formação de partidos representativos é impossível sem esse mecanismo que o parlamentarismo oferece. Finalmente, ele refuta a ideia de que o sistema parlamentarista seria suscetível a facções e interesses pessoais, afirmando que a solução seria criar uma estrutura política que respondesse diretamente à opinião pública, promovendo partidos fortes e disciplinados. Encerra com a afirmação de que os vícios da política brasileira decorrem, na verdade, do sistema presidencialista vigente.