Resumen:
Descreve a instabilidade e o terror vividos pelos cidadãos em regimes totalitários, com um foco particular na Rússia. A queda de líderes, como Béria e Malénkov, é destacada como uma característica normal dentro desse sistema, mas com um significado muito mais profundo: a perda de poder representa, em muitos casos, uma queda pessoal, uma degradação que pode levar à prisão ou até à morte. Na Rússia, esse processo não é apenas uma mudança de governantes, mas uma constante ameaça à liberdade e à vida das pessoas, criando um clima de angústia e insegurança permanentes. Mesmo os governantes mais poderosos, como Stalin, não estão livres de cair, refletindo a natureza impiedosa e imprevisível do regime. Compara essa situação à Revolução Francesa e ao "Período do Terror", mas sublinha que, enquanto na França esse terror foi temporário, nos regimes totalitários ele se tornou crônico e sistêmico. Todos, do cidadão comum ao líder mais graduado, vivem sob a constante ameaça de serem eliminados, transformando-se em meras peças de uma máquina imensa e impessoal do Estado. O sistema totalitário nega a segurança e a dignidade do indivíduo, tratando-o como um simples instrumento do poder, e nenhum ser humano, por mais poderoso que seja, está a salvo desse destino.