Resumen:
Critica a falta de autonomia do Distrito Federal ao analisar a possível nomeação de Batista Luzardo como prefeito do Rio de Janeiro. Ele argumenta que essa escolha não se baseia nos interesses da população, mas sim em conveniências políticas do presidente da República. Segundo Pilla, Batista Luzardo está sendo retirado da embaixada em Buenos Aires devido a uma "inominável injustiça" e, para compensá-lo, será designado para um cargo administrativo de grande relevância. No entanto, o governo não considera se ele será um bom ou mau prefeito, apenas busca resolver um problema político-diplomático. Defende que, se a população carioca tivesse o direito de eleger seu próprio prefeito, poderia até cometer um erro, mas esse erro seria fruto de sua própria escolha e lhe proporcionaria uma "amarga e proveitosa lição". Já no sistema de nomeação presidencial, a possibilidade de erro é inerente, pois a decisão pode ser motivada por interesses alheios à administração municipal. Assim, usa essa situação como o melhor argumento a favor da autonomia do Distrito Federal. Para ele, a falta de participação da população na escolha de seu administrador gera um sistema no qual os interesses locais são subordinados a arranjos políticos nacionais, o que prejudica a gestão municipal e compromete a democracia.