Abstract:
Defende a autonomia do Distrito Federal, argumentando que não há justificativa válida para negá-la. Ele ressalta que o princípio federativo se baseia na distribuição do poder, garantindo que os habitantes do Rio de Janeiro tenham o mesmo direito à gestão dos interesses locais que qualquer outro município do país. Critica a contradição de submeter questões municipais a um poder voltado para os interesses nacionais. Para ele, essa centralização é absurda e contrária aos fundamentos da democracia. Rebate a alegação de que a população carioca não seria capaz de exercer sua autonomia de forma adequada. Ele considera esse argumento perigoso, pois, levado ao extremo, poderia justificar a abolição de todas as instituições democráticas no Brasil, já que a República também enfrenta dificuldades em seu funcionamento. Além disso, ele reforça que a única maneira de aprender a democracia é praticando-a. Cita o Partido Libertador, que, desde sua fundação em 1928, defendeu a autonomia municipal, acreditando que eventuais erros no uso da liberdade são corrigidos mais facilmente dentro de um regime livre do que sob tutela governamental. Assim, Pilla conclui que a liberdade possui um mecanismo natural de correção. Mesmo que erros ocorram, o próprio exercício da autonomia permite o amadurecimento político, fortalecendo a democracia e garantindo que a população aprenda a gerir seus próprios interesses.