Resumen:
Analisa a função dos sindicatos, destacando sua origem como órgãos de defesa profissional e sua evolução histórica. Inicialmente vistos como subversivos, os sindicatos passaram a ser reconhecidos pelo Estado, que os utiliza de diferentes formas: nas democracias, como meio de cooperação entre trabalhadores e governo; nas ditaduras, como instrumentos de controle político e econômico. Ele enfatiza que o Estado totalitário só admite o sindicato único, pois sua lógica política rejeita a liberdade de associação da mesma forma que rejeita a pluralidade partidária. Nesse modelo, não há espaço para divergência, seja na esfera política ou profissional. Em contraste, no Estado democrático, o fundamental é garantir a liberdade sindical, permitindo que trabalhadores escolham se organizarem em um único sindicato ou em várias entidades, conforme suas tendências. Alerta que, ainda que o sindicato único possa surgir naturalmente, ele carrega o risco de gerar uma ditadura dentro da própria profissão, sufocando a liberdade individual. Já a pluralidade sindical assegura um equilíbrio de forças, impedindo que uma única entidade domine os profissionais e imponha sua vontade sob pretexto de representar seus interesses. Finaliza questionando por que tantos trabalhadores no Brasil parecem apoiar o sindicato único, explicando que isso ocorre devido à falta de experiência com outra forma de organização e à propaganda que associa a pluralidade sindical à perda de eficiência, quando, na realidade, ocorre o oposto.