Resumen:
Analisa a questão da representação proporcional dos partidos nas comissões do Congresso Nacional, conforme determina a Constituição Federal. Ele reconhece que essa regra faz sentido no caso das comissões permanentes, pois essas funcionam como uma redução da Câmara, decidindo os rumos da legislação. No entanto, ele critica a exigência da proporcionalidade partidária, argumentando que isso compromete o caráter técnico dessas comissões, que deveriam ser compostas por especialistas na matéria, independentemente de sua afiliação partidária. A aplicação desse princípio torna-se ainda mais problemática no caso das Comissões de Inquérito, cujo objetivo principal é a fiscalização do governo. Argumenta que a oposição deveria ter maior protagonismo nesses órgãos, pois cabe a ela a função de investigar possíveis irregularidades. No entanto, ao se aplicar o critério da representação proporcional, as correntes governistas acabam tendo maior influência, o que pode comprometer a imparcialidade das investigações. Apoia a atitude do deputado Castilho Cabral, que, ao se desligar de seu partido, renunciou às comissões permanentes, mas manteve seu cargo na Comissão de Inquérito que presidia. Para Pilla, essas comissões não devem ser submetidas a interesses partidários, mas sim dedicadas exclusivamente à busca da verdade. Ele defende que as Comissões de Inquérito tenham total liberdade para investigar, sem a interferência de grupos políticos que possam comprometer sua eficácia