Resumo:
Discute a força dos governos dentro do sistema parlamentarista, contrapondo a ideia de que esse regime resulta em administrações fracas. Ele critica a visão de que um governo forte deve ser autoritário, argumentando que, em uma democracia, a verdadeira força vem do apoio da opinião pública e não da imposição de poder. Usa como exemplo recente a França, onde o gabinete Laniel, mesmo com uma maioria instável no Parlamento, conseguiu conter uma greve revolucionária e manter a ordem. Isso demonstra que, no parlamentarismo, os governos não precisam recorrer à força para serem eficazes. Se um governo falha, é substituído rapidamente por meio de um voto de desconfiança, sem necessidade de crises institucionais prolongadas. Dessa forma, argumenta que o parlamentarismo não produz governos fracos, mas sim governos que refletem a vontade da maioria vigente. Diferente do presidencialismo, onde um líder pode perder apoio popular, mas continuar no poder até o fim do mandato, o parlamentarismo garante que os governantes sejam sempre legitimados pelo apoio contínuo do Parlamento e da sociedade. Conclui que esse sistema cria governos eficazes e democráticos, ajustando-se às mudanças de opinião pública sem comprometer a estabilidade política.