Resumen:
Analisa a influência dos governadores na sucessão presidencial, diferenciando aqueles com mandatos de quatro e cinco anos. Os primeiros, ao deixarem o poder antes do fim do mandato presidencial, perdem força política, enquanto os segundos podem influenciar o processo sucessório. Cita o caso do governador de São Paulo, que está em desvantagem em relação ao de Minas Gerais, razão pela qual se discute a possibilidade de prorrogação de seu mandato. Antes do estabelecimento do voto popular secreto, a influência dos governadores era decisiva, pois a sucessão presidencial era definida nos bastidores políticos. Entretanto, com o sufrágio secreto, o povo tornou-se um ator fundamental, reduzindo o poder dos governadores. No entanto, ressalta que, mesmo com essa mudança, a força dos governadores não deve ser subestimada, pois o sistema presidencialista lhes confere recursos e influência, permitindo interferência nas eleições por meio de pressão e corrupção. Ao comparar os sistemas presidencialista e parlamentarista, destaca que, no parlamentarismo, a influência de um político não depende do cargo, mas sim de seu prestígio e capacidade. Já no presidencialismo, muitos líderes ascendem sem justificativa clara e desaparecem ao fim de seus mandatos, tornando-se "estadistas meteóricos". Dessa forma, a distinção entre governadores de quatro e cinco anos mantém sua relevância, pois os últimos continuam exercendo influência política mesmo após o término de seus mandatos.