Resumo:
Critica a pena de morte, tomando como exemplo a execução do casal Rosenberg nos Estados Unidos. Ele argumenta que a simples existência de dúvida sobre a culpa já seria suficiente para condenar essa prática, pois a sociedade pode corrigir erros judiciais em penas de reclusão, mas jamais devolver a vida a um inocente executado. Em alguns países, embora a pena de morte ainda conste na legislação, ela é praticamente abolida pela comutação sistemática das sentenças. Mesmo quando não há dúvidas sobre a culpa, a pena capital permanece um ato brutal, desconsiderando o caráter sagrado e misterioso da vida humana. Questões fundamentais como a origem e o propósito da existência são ignoradas pelo Estado, que se arroga o poder de decidir sobre a vida e a morte com uma frieza implacável. Denuncia a hipocrisia do Estado Democrático, que, ao condenar os crimes do Comunismo, muitas vezes age da mesma forma, tratando indivíduos como peças descartáveis de uma máquina impessoal. Cita pensadores que já alertavam para o perigo de um Estado opressor, que, em nome da ordem, pode subjugar, explorar e até assassinar seus próprios cidadãos. Assim, a pena de morte, longe de ser um instrumento de justiça, representa uma expressão extrema do autoritarismo estatal.