Abstract:
Discute a controvérsia sobre a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) convocar um Secretário de Estado para prestar depoimento. Argumenta que a alegação de que um membro do governo estadual não pode ser chamado a depor por uma comissão federal baseia-se em uma confusão conceitual. Ele destaca que, embora os Estados tenham autonomia, isso não equivale a soberania, pois o Brasil é uma federação e não uma confederação. Defende que qualquer cidadão brasileiro, independentemente de seu cargo, está sujeito às instituições federais. Assim, um secretário estadual que comparece a uma CPI não o faz como representante do governo estadual, mas como um cidadão com conhecimento especializado sobre determinado tema. Ele compara essa situação à de um secretário estadual convocado por um juiz federal, algo que ninguém questionaria. Critica as interpretações errôneas sobre a federação brasileira, apontando que, ora se busca uma centralização excessiva, ora uma dissolução dos laços federativos, conforme a conveniência política. Enfatiza a necessidade de restabelecer o verdadeiro conceito de federação, garantindo que investigações relevantes para o país não sejam prejudicadas por argumentos frágeis. Conclui que as tentativas de impedir depoimentos baseiam-se em alegações inconsistentes, incapazes de se sobrepor ao dever de investigar problemas graves que afetam o Brasil.