Resumen:
Destaca a grave responsabilidade que recai sobre a Câmara dos Deputados ao deliberar sobre o relatório da Comissão de Inquérito referente ao caso do jornal "Última Hora". Ele elogia o trabalho da comissão, ressaltando que esta atuou com imparcialidade e compromisso com a verdade, sem se deixar influenciar por interesses partidários. Agora, a decisão está nas mãos do plenário, e Pilla questiona se a Câmara estará à altura da dignidade demonstrada pela comissão. No entanto, ele alerta para manobras políticas que buscam desacreditar, retardar e desvirtuar o debate, podendo até frustrar uma decisão que deveria ser rápida e definitiva. Ele ressalta que o comportamento exemplar da comissão reforçou a confiança popular na instituição representativa, constantemente abalada por uma propaganda corrosiva. Além disso, demonstra que, dentro da democracia, o abuso não pode se tornar um sistema, e que existe um ponto de convergência para todos os partidos: a moralidade pública. Caso o plenário da Câmara falhe em corresponder às expectativas, alerta para consequências graves. Além de desonrar o Legislativo, isso significaria uma conivência com o desvio de dinheiro público, comprometendo a credibilidade do próprio regime democrático. Por fim, ele enfatiza que a votação não é apenas sobre o caso específico do jornal, mas sobre o futuro da própria Câmara e o julgamento da democracia pelo povo brasileiro, que tem recebido poucas demonstrações concretas de seu funcionamento.