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Microscópio: Moloch Putrefactor (1953-12-03)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-27T12:09:15Z
dc.date.available 2025-02-27T12:09:15Z
dc.date.issued 1953-12-03
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/7313
dc.description.abstract Critica duramente o presidencialismo, destacando como esse sistema permite que governos permaneçam no poder mesmo diante de escândalos e crises morais. Ele usa como exemplo o impacto do discurso do deputado Raimundo Padilha e do aparte indignado do deputado Afonso Arinos, os quais revelaram um escândalo tão grave que, em um sistema parlamentarista, teria levado à queda imediata do Governo. No entanto, sob o regime presidencial, o Executivo permanece intacto, ainda que moralmente arruinado. Ressalta que a indignação tomou conta da Câmara, unindo oposição e situação, mas que a estrutura do sistema presidencialista impede qualquer consequência imediata. O Congresso, embora mais motivado a continuar suas investigações, não pode remover um governo apenas por estar desmoralizado. O editorial do Correio da Manhã chega a afirmar que o governo está “sepultado”, mas continuará governando, aprofundando sua própria ruína. Afonso Arinos, ao denunciar o escândalo, evoca forças bíblicas de destruição, sugerindo que, quando as instituições falham, o povo pode recorrer à revolta para evitar ser arrastado na decadência do sistema. Pilla conclui denunciando os intelectuais que continuam a defender esse modelo de governo, comparando-o a um Moloch que, em vez de consumir suas vítimas no fogo, as dissolve na corrupção e na podridão política. pt_BR
dc.subject Congresso; Escândalo; Raimundo Padilha; Afonso Arinos; Corrupção; Moloch; Moralidade Pública; Regime; Crise Política pt_BR
dc.title Microscópio: Moloch Putrefactor (1953-12-03) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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