Resumen:
Rebate a ideia de que o presidencialismo seja o único sistema compatível com a realidade brasileira, sustentando que o parlamentarismo já foi bem-sucedido no país durante o Segundo Reinado. Ele argumenta que, se o Brasil tivesse sido sempre uma república presidencialista, poderia haver dúvidas sobre a viabilidade do parlamentarismo, mas a experiência do governo de D. Pedro II prova o contrário. Durante esse período, o Brasil foi o único país democrático e estável da América Latina, o que não pode ser atribuído apenas à figura do monarca, mas também ao sistema parlamentarista que vigorava na época. Critica a tese de Newton Macedo, que sugere que o povo brasileiro, por sua formação espiritual, moral e intelectual, não estaria apto a praticar o parlamentarismo. Para Pilla, essa visão ignora que o próprio povo conquistou esse sistema após décadas de luta por liberdade. O verdadeiro problema do país não é sua formação étnica ou cultural, mas sim o presidencialismo, que impõe um governo pessoal e irresponsável. Por fim, critica os defensores do presidencialismo, que insistem que o Brasil não seria capaz de adotar um sistema melhor. Para ele, essa postura é desmoralizadora, pois implica que os brasileiros estariam condenados a viver sob regimes autoritários e paternalistas, sem capacidade de autodeterminação democrática.